sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

E o sol voltou a brilhar em meu coração. E na alma. E em todo lugar
Embora muitas sejam as folhas, a raíz é só uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilavam ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no coração da verdade...



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não é porque sou extremamente feliz em uma parte do dia, que não posso me sentir triste e vazia na outra. No mesmo dia. E sem motivo.
Não é porque sou forte e batalho por tantas coisas, que não posso sentir uma falta absurda de proteção, colo, carinho e apoio em muitos momentos.
Não é porque passo essa imagem de segura, que não tenho medos infinitos, e que esses medos não me aterrorizem certas noites.
Não é porque sou inconstante em certos sentimentos, que não sei valorizar os que verdadeiramente me são importantes.
Não é porque sou impulsiva, que não me arrependa depois.
Não é porque me arrependo depois em tantas e tantas vezes, que não faça tudo de novo, repetindo os erros, mas mudando os cenários. E os personagens.
Não é porque aprendi a ser fria, seca e distante com alguns, que não vou amar com toda a força do mundo os que me são indispensáveis.
Não é porque muitas vezes sou incoerente neste blog, e escreva coisas que não façam o mínimo sentido aos outros, que deixarei de ser eu, que deixarei de escrever e que deixarei de ser coerente na minha loucura.
Jamais.
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010


"Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma uma vez. E falsa seja para nós a verdade que não tenha sido acompanhada de uma gargalhada". (Friedrich Nietzsche)

 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Falta tanta coisa na minha janela como uma praia;
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela;
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana;
Sobra tanta falta de paciência que me desespero;
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo;
Sobram tantos medos que nem me protejo mais;
Sobra tanto espaço dentro do abraço;
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo;
Sei lá se o que me deu foi dado;
Sei lá se o que me deu já é meu;
Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu;
Vai saber se o que me deu quem sabe;
Vai saber quem souber me salve;
Vai saber se o que me deu quem sabe;
Vai saber quem souber me salve;

(O Teatro Mágico - Sobra Tanta Falta)
 
Li, Ouvi e Amei...Beijos de Fogo!!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Ser

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê. (Martha Medeiros)

Beijos de Fogo!!!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Problema é o que o nada tem


Andei conversando com uma conhecida e, notando o tom de "dona da verdade" que ela tinha, fiquei pensando nisso por horas em meu quarto. Lembrando dela, resmungando por estar triste, sem vontade para nada. Uma pessoa bonita, inteligente, com uma família linda e amorosa...o tipo de pessoa que a gente enxerga ser feliz, mas, na verdade, que se atrela a sentimentos (aparentemente) infundados. Trabalhandoo naquilo que ama. O mais louco disso tudo é que ela "sabe" que não tem motivos para se sentir assim. Caramba, acho que ninguém sabe nada de nada. Ninguém deveria se achar o dono da razão. Aqueles que abrem a boca para dizer que sabem de tudo, é um tolo e muito pretensioso.
Nãoo me lembro em que livro li uma frase que dizia: "Não posso acrescentar um metro a mais no curos de meu caminho na terra"
Agora está tudo ótimo. Depois vem um tornado de tristeza e emoções que podem simplesmente dar contra a nossa existência.
Contudo, , ainda está tudo bem. O pior, o mais complicado é quando a gente olha e se pergunta: Mas o que houve de fato aqui que possa explicar o volume de dor e problemas que gerou?
Quem nunca se sentiu assim? Eu, inúmeras vezes, me via triste sem motivo aparente. Depois me sentia ridícula e envergonhada por isso. Tanta gente com problemas reais e, mesmo assim, com  uma alegria de vida, com uma vontade tamanha de mudar as coisas à frente e dentro de sí.
Eu acho (prefiro ficar no achismo para não parecer dona da verdade...rsrs), que o problema existente tem uma objetiva solução e simples...até mesmo quando não tem solução! No caso, é deixar a não solução ser a solução. Deu um nó? Pois é!
Todavia o problema inexistente existe em um lugar no qual não há critérios de mensurabilidade: o que chamamos de subjetividade e o nosso interior
Me pergunto ( e quem tiver uma resposta, por favor,me fale!): A maior parte dos problemas nasce daquilo que não é fato ou daquilo que não existe de modo objetivoo e real????? Socooooooorro!!!
Tem os problemas de comunicação ou excessos de interpretação!
Tem os problemas que se relacionam ao que foi dito ter sido perdoado e que jamais o fora realmente.!
Tem desejos e antipatias inconscientes e que se transformam em guerra sem sentido!
Affy! O tempo todo tendo disputas(conscinetes ou não) por razão e razão!
Colocar-nos de vítimas: projeções e transferências que são feitas e que pintam o outro comoo um demônio!
Problemas inexistentes são o diabo nas entrelinhas!
Quando você estiver P da vida, enjuriado, apoquentado mesmo, antes de tudo se pergunte: Qual o nível de existência desse problema? Confesso que tento e, às vezes, não consigo.
Bem, acredito que, na realidade, a maioria dos nossos problemas não resistem à resposta objetiva que se tenha e se possa dar para a questão.
Com isto, não devemos nos enrolar como novelos (ainda mais se estes não existirem), pois, tais linhas invisíveis são as com tamanha capacidade de nos prender ao nada que se apresenta a todos nós com o poder do tudo, embora nada seja. Vamos pensar nisso, não é verdade?!?!
Beijos de Fogo!