Outra vez meu olhar voltou a brilhar. Renasci, novamente das cinzas. Fênix...eu sou!
Novamente o ar tornou-se ameno e a brisa gostosa tornou-se mais amiga ainda do meu rosto marcado pelo cansaço, pelas lágrimas e que muito sofria com o mundo deserto e seco.
Mais uma vez tenho que aprender para onde andar e porque devo faz-lo. Eu agora tenho o cristal na mão, aquele que brilhava intensamente e sempre me fez seguir adiante.
As forças nas pernas e o desejo no coração haviam voltado, pois o tempo se abriu, e posso enxergar além daquelas nuvens negras que a muito cobria minha existência.
Ser eu!
Graças àquela ventania que chegou e afastou a nuvem de poeira recheada de dúvidas e dor e solidão. Agora, voltar a ser a mulher que caminhava em direção a luz.
Agora, ser novamente a andarilha iluminada que seguia no seu puro e belo destino, na sua trilha e em busca de si mesmo.
Graças a ventania que chegou com sua essência e afastou tudo aquilo que me tornara prisioneira, que impedia de existir.
A ventania me salvou de mim.
Segredo Revelado: Obrigada por ter sido minha ventania, minha libertadora e devolver a pedra que havia caído de minha mão. Hoje você não me quer...mas o que tive ao seu lado, JAMAIS ESQUECEREI. Com você, aprendi a pintar meu mundo também de vermelho. Eu Te Amo!!!
"Na janela do meu tempo, só vejo você,
Debruçada na ventania da minha tortura,
Onde meu coração me culpa dos atos que fui capaz de fazer.
Poderia existir alguma máquina
Capaz de dissolver os erros de minha imaturidade,
Resgatar a verdade
Que meus lábios teimaram em mentir.
Não me importo mais com o tempo que passou,
Mas pelo que imagino perder no meu futuro tão vazio...
Agora.
Vem-me à cabeça o teu corpo, alvo como a neve que nunca senti,
O beijo tranqüilo dos anjos, que nunca sonhei
E o sono calmo que Morfeu me prometeu.
Tenho a lembrança da minha felicidade escondida,
Encubada em meu peito,
Protegida de toda vida
Que escolhi erradamente levar...
Ah!
Se eu pudesse te amar de novo,
Não deixaria debruçar-te em outro vento qualquer..."
(Carlos Carrasco)
domingo, 17 de outubro de 2010
Ampulheta de Meus Dias
Simplesmente não tenho a menor idéia do que fazer com os meus dias. Eles não se comportam mais. Mais me parecem como crianças levadas, bem sapecas mesmo querendo brincar com minha razão. Meus dias terminam no começo, e começam no fim, e assim eu sigo vivendo cada momento que me poda existir. O dia que leva a vazia esperança de ter uma mudança daquela (eu) que deseja se alimentar de muito amor e afeto, decerto não mais consegue se alimentar. Meus dias não deixam, eles vem e se deitam quando eu quero levantar. E se fazem de sonsos quando quero pensar, e se eu os vejo, eles fogem e correm pra longe, bem longe onde eu não possa alcançar.
O tempo consegue ler meus pensamentos e, por puro capricho, faz sempre o contrário acontecer o que eu não quero, deixando o que eu não posso, pois o tempo é o senhor do momento. Porque esse tempo também está brincando com minha existência, com minha carência e minha paciência, e não sobra nada, apenas uma estrada confusa e sem rumo, que devo seguir. Mas não, não adianta, não vou desistir. Meus dias terão que me aturar até que se esgote meu ultimo pingar de suor sofrido, pois será tempo corrido num dia passado, e eu serei agraciada, pois, no final da estrada estarei lá, de pé e imponente, esbanjando o que sente sem o menor pudor. Sim, eles vão ver, esses dois brincalhões que me chamam de boba, me fazem de palhaça, me nutrem o cansaço e me tiram a alegria, tentando fazer da minha vida vazia e assim eles seguem tentando sozinhos.
São dois bobos alegres, é isso o que são. Se acham espertos mas são ilusão, o tempo que correr e não pode parar e o dia que segue para o mesmo lugar. E assim eles seguem como dois irmãos bestas tentando levar o que a vida nos dá. Mas dá de presente, presente bem dado porque a vida sim, é senhora de tudo, do bom e do malvado. Ela pode fazer e pode deixar, ela pode tudo é senhora do lugar, e o tempo e o dia só podem olhar e com seus olhos baixinhos a bela vida admirar. Então eu escolho seguir com a vida, enquanto o tempo brinca com o dia pra ver em qual alento ele se alivia. Mas eu vou assim, levando de tudo com o que posso e não posso, e as brincadeiras do dia e do tempo são como um susto ou um vento que passa e se sente pra logo depois rapidamente esquecer de vez, e nunca mais essa brincadeira outra vez.
Beijos de Fogo!
AMPULHETA: A ampulheta é, com o quadrante solar e a clepsidra, um dos meios mais antigos de medir o tempo.
É constituída por duas âmbulas (recipientes cilindricos) transparentes que comunicam entre si por um pequeno orifício que deixa passar uma quantidade determinada de areia de uma para a outra - o tempo decorrido a passar de uma âmbula para a outra corresponde, em princípio, sempre ao mesmo período de tempo. Eram frequentemente utilizadas em navios (onde se usavam ampulhetas de meia hora), em igrejas e, no início da utilização do telefone, servia, em alguns locais, para contar o tempo dispendido numa chamada (no Norte de Portugal,
por exemplo, esta prática era comum em algumas casas comerciais).
Foi muito utilizada na arte para simbolizar a transitoriedade da vida. A morte, por exemplo, é muitas vezes representada como um esqueleto com uma foice numa das mãos e uma ampulheta na outra.
O nome vem do romano Ampulla (Redoma).
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Muito tempo atrás que eu desejava escrever com mais firmeza, maturidade para com a escrita de modo geral, mas infelizmente alguma coisa me atrapalhava sempre: seja tempo, seja cansaço, sejam os milhares de outros compromissos que me tomavam a mente e retiravam espaço para qualquer outra coisa que nela quisesse brotar naturalmente.
Beijos de Fogo!
A grande verdade é que desde os tempos em que comecei a escrever(coisas de menina cheia de imaginação, querendo reinventar os contos que mamãe me falava, antes de dormir), nunca consegui completar meus trabalhos e, até hoje, muitos deles não me levam a rumo algum, já que quando criados eu era uma outro pessoa, muito diferente do que sou hoje. Isso dificultou em demasia todo o decorrer do processo de criação
Eu era, desde muito tempo assim: Egocêntrica, altruísta, exagerada, vibrante… todavia pouco experiente em vários aspectos e sem nenhuma disciplina para agir da maneira correta. Não deixei de ser, e convenhamos que jamais deixaria, a mulher com as características que me são próprias, entretanto para uma melhor coexistência entre minha nova perspectiva de enredo e, ao mesmo tempo, uma nova face da minha vida, decidi-me por introduzir em minha vida o blog...devido a uma desilusão, a tonalidade escarlate se foi e esse alguém que me mostrou, indiretamente, uma maneira de expor as idéias, desejos etc me inspira a querer escrever e escrever...abrir meus olhos para novas perspectivas, novas cores. A cada novo capítulo de minha vida, um novo post. Inevitavelmente, a parte pessoas se fundirá com a lúdica...normal, vindo de mim!
Portanto, bem vindo ao meu mundo...cheio de novidade, mesmices, sonhos, broncas, intensidade, imagens, risos, desabafos, enfim... repleto de tudo que faz parte do que sou.Beijos de Fogo!
domingo, 8 de agosto de 2010
Sobre a Fênix
A fênix ou fénix (em grego ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do Deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.
De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípicia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.
Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo
Pronto, agora todos podem saber um pouco mais de "mim".
Beijos!!!
Amores Certos, Destinos Opostos...
Amores certos, rumos contrários.O destino, as vezes, cruza a vida de duas pessoas para depois dar a elas rumos opostos. Encontros e desencontros. A pessoa certa na hora errada. E a sensação de perda. Quem nunca viveu isso?? Ou vive?
Queria que esse tipo de peça que a vida nos prega não existisse (Dã...eu e mais seis bilhões de pessoas no mundo!)
Infelizmente andoo em contradição com que eu vivo (ou vivia) dizendo: Por mais que eu apanhe do amor, jamais vou deixar de me permitir amar novamente...Hunf, tem vezes que eu quero me esbofetear por causa disso.
Mais uma vez entreguei meu coração. A recompensa?...uma traição. Graças a Dona Internet.
Se você já passou por isso ou passa...bem vinda ai clube!
Estou aqui para compartilhar as experiências e tudo mais...mas não vamos deixar a peteca cair...
Beijos de fogo!
sábado, 7 de agosto de 2010
Solidão...o que será?
Acredito que o que irei escrever não deva ser novidade para muitos.Não venho aqui inovar a maneira de postar em blogs ou obter inúmeros seguidores. Apenas encontrei uma maneira de externar meus pensamentos e, se de interesse for, ouvir outras pessoas, compartirlhar as vivências desta vida. Ontem, bem tade da noite, deparei-me coom um texto sobre a solidão...gostei e estou colocando para todos.
Estou passandoo por uma decepção...acabei pisando no acelerador e dei de cara com um muro enorme, rígido, frio, sem cor...
Sou a encarnação pura da Fênix.
Sei que, graças a isso, em breve, estarei ressurgindo das cinzas e traçando um novo plano pelo céu, cada vez mais azul....azul que me acalma a alma e acalenta meus mais loucos pensamentos.
" É a força para podermos seguir
e nos mostrar a alegria
antes de nos destruir
a solidão é a dispensa
da nossa imperfeição
que nos diz para parar
antes de cair ao chão
a solidão é o abandono
dos nossos modos de ser
ela avisa-nos com a tristeza
antes dela aparecer
a solidão é a despedida
das vidas complicadas
ela é fria e triste
nas horas mais amargas
a solidão é a raiz
da nossa indignação
ela é forte e fria
e destroi-nos o coração."
Assinar:
Postagens (Atom)




